Cantos da Floresta – iniciação ao universo sonoro indígena

  • Magda Pucci

A oficina tem como objetivo estimular a reflexão sobre o universo indígena brasileiro, em toda sua diversidade cultural, a partir do repertório musical indígena.

Diante do contexto social e político que vivemos, torna-se cada vez mais urgente compreender a importância dos povos indígenas na nossa história, como formadores de nossa cultura e, principalmente, aproximar-se de sua forma de pensar. O universo indígena é pouco conhecido da sociedade contemporânea por ser considerado “primitivo” e de pouco interesse, quando na realidade, é de uma riqueza imensa que precisa ser conhecido por todo e qualquer brasileiro.

Tendo em vista a implantação da Lei 11.645, que determina a inclusão dos conteúdos indígenas no currículo escolar, buscaremos propiciar o conhecimento da cultura dos povos originários e intensificar a conscientização sobre sua diversidade cultural, contribuindo para a desconstrução de preconceitos e dos grandes equívocos sobre a vida e história desses povos, herdados ao longo de séculos, promovendo, assim, o respeito e a valorização merecida aos povos indígenas brasileiros.

Conteúdo programático

  • Escuta de sonoridades indígenas de diferentes povos.  Existe o conceito de música para as sociedades indígenas?
  • Quem faz música, como faz, para quem faz, para que faz?
  • Que papel a oralidade tem nas culturas indígenas? A questão da língua e da identidade. A palavra e o som. O impacto da chegada da escrita.
  • A relação da música com ritos do cotidiano (cantigas de fazer casa, de pescar, de caçar, etc.) nos rituais (Kuarup, Jawari, Yamuricumã, Kiki Koi, etc.) e sua ligação com os animais e a natureza.
  • A música dos Guarani (SP). Seus cantos-reza (mborahéi), sua espiritualidade, seus mitos. A música dos Krenak.
  • A música do Paiter Suruí (RO). Bichos de Palop e Winih. Mitos permeados de cantigas. A música dos Ikolen-Gavião. Sopros e cantos.
  • A música dos Kaingang (RS). Os cantos de gufã. Os cantos dos animais. O raro arco de boca. A música dos povos do Rio Negro. Jurupari e os sopros.
  • A música dos Xavante (MT). Ritual de iniciação dos jovens. Brinco como antenas. Sincronicidade vocal. Toré – a música dos indígenas do Nordeste. Fulni-ô, Pankararu, Kariri-Xocó e outros povos.
  • Os instrumentos de sopros indígenas e sua simbologia. A música na cultura xinguana. Por que as mulheres não podem tocar as flautas? Yamuricumã.
  • O Xamanismo e a música. A relação entre canto e cura. Huni-Kuin, Yawanawa e outros.
  • A música indígena nas escolas I – Utopia ou realidade? Pensando caminhos e estratégias de inserção das culturas indígenas no ambiente escolar.

A quem se destina

Professoras(es) de artes, educadoras(es) musicais, professoras(es) generalistas e pessoas interessadas em geral

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Educadoras(es)

  • Magda Pucci