Corporalidades e filosofias ameríndias – afecção, afeto, afetação

  • Diego Madi Dias
  • Lucas Maciel

A formação pretende introduzir elementos da discussão sobre “afecção”, “afeto” e “afetação” que perpassam a literatura especializada sobre os povos ameríndios, tendo, como elementos centrais as corporalidades e as filosofias indígenas.

Objetivos Específicos:
1. Explorar a relação entre afecção, corpo e ponto de vista;
2. Relacionar modulação corporal e realidade;
3. Discutir o que fazem os afetos nos contextos ameríndios;
4. Percorrer as compatibilizações conceituais entre afeto, parentesco e relacionalidade;
5. Relacionar afetação e alteração no pensamento e nas práticas indígenas;
6. Explorar a lógica da suplementação a partir das filosofias ameríndias;
7. Buscar rebatimentos entre os preceitos trabalhados no curso e os conceitos
correlatos no vocabulário da tradição filosófica ocidental.

A oficina será realizada remotamente por meio da plataforma Zoom. Entraremos em contato com alunos e alunas inscritos/as.

A iniciativa da formação é uma parceria entre Centro de Formação: Educação Popular, Cultura e Direitos Humanos e Coletiva Rexistência.

 

INKA: a origem da gente-branca, de Denilson Baniwa. Reproduzida com autorização do artista.

Conteúdo programático

Confira abaixo o conteúdo programático e as leituras indicadas:

Encontro 1: Afeccção – 03/11

1. Lima, Tânia Stolze. O dois e seu múltiplo: reflexões sobre o perspectivismo
em uma cosmologia tupi. Mana , vol. 2, n. 2, pp. 21-47, 1996.
2. Viveiros de Castro, Eduardo. “Perspectivismo e multinaturalismo na América Indígena”. In: _____. A inconstância da alma selvagem e outros ensaios de antropologia. São Paulo: Cosac Naify, 2002. pp. 347-399.
3. Viveiros de Castro, Eduardo. Uma figura de humano pode estar ocultando
uma afecção-jaguar. Multitudes , n. 24, 2006. Disponível em:
<https://www.multitudes.net/Uma-figura-de-humano-pode-estar>.

Encontro 2: Afetos – 10/11

1. Surrallés, Alexandre. En el corazón del sentido. Percepción, afectividad y
acción en los candoshi (Alta Amazonía). Lima: Instituto Francés de Estudios
Andinos, 2009. Ler: Primeira Parte (p. 59-120).
2. Gow, Peter. “Helpless – the affective preconditions of Piro social life”. In:
Joanna Overing e Alan Passes. The Anthropology of Love and Anger. The
aesthetics of conviviality in Native Amazonia. New York: Routledge, 2000. p.
46-63.
3. Overing, Joanna e Alan Passes. “Introduction: Conviviality and the opening
up of Amazonian anthropology”. In: _____. The Anthropology of Love and
Anger. The aesthetics of conviviality in Native Amazonia. New York:
Routledge, 2000. p. 1-30.

Encontro 3: Afetação – 17/11

1. de la Cadena, Marisol. “Preface. Ending this Book Without Nazario Turpo”+
“Story 1: Agreeing to Remember, Translating, and Carefully Co-laboring” +
“Interlude One. Mariano Turpo: a leader in-ayllu” + “Story 3: Mariano’s
Cosmopolitics: Between Lawyers and Ausangate”. In:___. Earth Beings.
Ecologies of Practice Across Andean Worlds. Durham: Duke University
Press, 2015. p. 01-58 + 91-116.
2. Pereira, Bru. “Esboço para uma teoria (ameríndia) da diferença sexual”.
In:____. Fecundações cruzadas: gêneros ameríndios e incursões
antropológicas. Dissertação (Mestrado em Ciências Sociais), Universidade
Federal de São Paulo, 2019. p. 95-124.
3. Hammerschmidt, Bianca. “O amor se (des)encontra pelo cheiro”. Tramando
afetos: manipulação de corpos e desejos através da magia amorosa entre os
Shipibo-Konibo. Dissertação (Mestrado em Antropologia Social),
Universidade Federal do Paraná, 2019. p. 90-138.

Educadoras(es)

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