Etnomatemática e Territórios Educativos: matemática, cultura e sociedade

  • Andréia Lunkes Conrado
  • Júlio César Augusto do Valle

Este curso pretende fornecer elementos para que o professor e os demais agentes educacionais possam entender e lidar com a matemática de maneiras distintas do que têm ocorrido costumeiramente nas pedagogias tradicionais.

Para isso, tratamos dos conceitos da etnomatemática e também dos territórios educativos bem como dos modos de aplicá-los às práticas de sala de aula e de organização do trabalho pedagógico para que o professor de matemática, o coordenador pedagógico e/ou o educador popular conheçam maneiras de superar as atuais defasagens do ensino tradicional de matemática, possibilitando, inclusive, a articulação entre o ensino de matemática, a cultura e a sociedade em que vivemos.

Trata-se, portanto, de um curso em que a matemática é pensada a partir de outro prisma, que lhe confere muito mais significado, vida, desafio… Uma matemática que, pensada a partir dos problemas reais do cotidiano de nossos alunos e de nossas alunas, que seja efetivamente problematizadora, levando em consideração elementos fundamentais de nossa cultura e de nosso território.

Realização conjunta

  • Grupo de Estudos e Pesquisa em Etnomatemática – GEPEm/USP

Conteúdo programático

 

1º encontro:

  • Apresentação e diagnóstico do grupo em relação às temáticas que serão abordadas, às vivências educacionais, às experiências com a matemática e às expectativas com o curso;
  • Dinâmica de introdução e de problematização do modelo tradicional do ensino de matemática;
  • Apresentação das relações entre matemática, cultura e sociedade, contrapondo-se ao modelo tradicional;
  • Introdução à ideia de Etnomatemática – história, conceituação, motivação e desdobramentos;
  • Dinâmica “expectativa x realidade” sobre o ensino de matemática a partir dos conceitos estudados.

2º encontro:

  • Mapa de pesquisadores e pesquisas em Etnomatemática e debate sobre implicações políticas, curriculares, acadêmicas e pedagógicas da área;
  • Saberes-fazeres mobilizados em torno de práticas pedagógicas de inspiração etnomatemática;
  • Saberes de matrizes africanas e indígenas jogos, matrizes cíclicas, padrões, geometrias;
  • As leis 10.639/2003 e 11.645/2008 e o ensino de matemática: o que muda?
  • A matemática e o combate ao racismo na escola;
  • História dos territórios educativos e das cidades educadoras – conceituação e desdobramentos;

3º encontro:

  • Modelos curriculares que valorizam aspectos diferenciados para o trabalho pedagógico com a matemática;
  • Os mapas e outras ferramentas de trabalho para o território em sala de aula;
  • Dinâmica dos mapas da cidade de São Paulo para o ensino de matemática;
  • Práticas de sala de aula fundamentadas nos territórios educativos e práticas inspiradas pela Etnomatemática;
  • Discussão das práticas em grupos para delinear modos de superar as defasagens do modelo tradicional de ensino de matemática.

A quem se destina

Professores de matemática, pedagogos e demais agentes educativos, ativistas e militantes da educação.

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Educadoras(es)

  • Andréia Lunkes Conrado
  • Júlio César Augusto do Valle