História Social do Jazz: entre o político e o psíquico

  • Edson Ikê

A oficina aborda a história do jazz, suas origens, estilos, aspectos relevantes da cultura afro-americana, fatos, personagens e suas influências nas artes no século XX.

Conhecer as origens do jazz é fundamental para entender a contribuição do legado do negro para as artes. Reconhecer o jazz como expressão da alma negra, seu histórico, seus personagens, conflitos e desenvolvimento são bases para sua assimilação.

Seus primórdios como herança africana, foi definitiva para consolidação do jazz, seu nascimento no sul dos Estados Unidos – Nova Orleans – marca o início de seu desenvolvimento. Cidade de formação cosmopolita, constituída de migrantes franceses, espanhóis, alemães, italianos e africanos, formam o caldeirão multicultural para o surgimento do jazz.

Cidade que pulsa música, Nova Orleans foi berço de grandes músicos como Louis Armstrong, Buddy Bolden, King Oliver, e palco de seus primeiros conflitos. O legado africano somados as marchas européias, foi a primeira forma de música que chamamos de jazz.

Do final do século XIX do seu surgimento, o jazz passou por um século de profundas e significativa evolução. Presenciando mudanças econômicas e sociais, passando por guerras, declínio econômico, conflitos raciais, luta por direitos civis, migração do sul para o norte, marcam o processo de transformação do negro afro-americano.

Esta mudança vai refletir na música negra, e forja uma nova mentalidade que pretendemos refletir nos encontros. Da canção de trabalho (worksongs) nas colheitas de algodão ao discurso e oralidade de Malcolm X, do blues primitivo ao saxofone raivoso de John Coltrane, dos salões segregados à grandes festivais, o jazz traz em si a marca da história e estética negra para o século XXI.

 

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Realização conjunta

  • Instituto AMMA Psique e Negritude

Conteúdo programático

PRIMEIRA PARTE:

1. Origens em New Orleans e herança africana. Worksongs, spiritual e oralidade. Estrutura do jazz. Pergunta e resposta. Ragtime.

2. Estilo New Orleans. Casta negra “creoles”. Batalhas de bandas negras e brancas. Dixieland. Era do Swing. Duke Ellington, Count Basie, Benny Godman e grandes orquestras. Desenvolvimento do músico solista.

3. Bebop e o renascimento negro. Dizzy Gillespie, Charlie Parker, Thelonius Monk e as jam sessions. Bebop com o música de arte. Orgulho negro.

4. Blue Note (capas). Jazz e literatura beatnick.

SEGUNDA PARTE:

1. Pós-guerra. Miles Davis e o nascimento do cool jazz. West Coast Jazz, Chet Baker e Dave Brubeck.

2. Hardbop e o retorno as origens. Jazz Messengers. Baterista como protagonistas Art Blakey e Max Roach. O retorno ao blues, a música suja negra. Albúm We Insist! de Max Roach e luta pelos direitos civis contra a segregação racial. Third Stream Jazz e Modern Jazz Quartet. Contribuição brasileira: Sambajazz.

3. Freejazz e liberdade de execução, atonalidade, o culto a intensidade e ritual na música. Ornette Coleman introdutor do free. Don Cherry, Archie Shepp, Pharoah Sander e Albert Ayler. Spiritual jazz. Jazz europeu

A quem se destina

Estudantes, músicos, pesquisadoras(es) e interessados em geral

Educadoras(es)

  • Edson Ikê