Subjetividade, afetos e política nos escritos de Angela Davis, bell hooks e Patricia Hill Collins

  • Mariléa de Almeida

Valendo-se dos escritos de Angela Davis, bell hooks e Patrícia Hill Collins, o curso explora a potencialidade dos seus trabalhos para o adensamento de análises sobre as  relações entre subjetividade, afeto e política, especialmente no encaminhamento de  práticas antirracistas.  O primeiro momento apresenta as encruzilhadas teóricas que balizam as noções de afeto, política, espaço e subjetividade abordadas ao longo do curso, bem como contextualiza os escritos das três autoras com a produção   do feminismo negro estadunidense entre as décadas de 1970 e 1990. A segunda parte enfatiza as singularidades nos escritos de cada autora, apontando as aproximações teóricas, principais problematizações e temáticas trabalhadas. Ademais, o curso busca articular as discussões de Angela Davis, bell hooks e Patrícia Hill Collins às problematizações sobre afeto, subjetividade e política produzidas por Baruch Spinoza, Michel Foucault, Achille Mbembe, Lélia Gonzalez e Anima Mama.

Realização conjunta

  • Ação Educativa
  • Instituto AMMA Psique e Negritude

Conteúdo programático

 

14/09 – Manhã

– Apresentação das balizas conceituais e do contextuo, a partir da década de 1970,  de produção das obras de Angela Davis, bell hooks e Patrícia Hill Collins no bojo dos feminismos negros estadunidense.

14/09 – Tarde

– bell hooks: educação, afetos e política

 21/09 – Manhã

– Patricia hill Collins: A concepção de espaços seguros e as bases epistemológicas do pensamento do feminismo negro

21/09- Tarde

– Angela Davis: Abolicionismo prisional e os desafios feministas contemporâneos

Referências Bibliográficas

COLLINS, Patricia. H. Black feminist thought: knowledge, consciousness, and politics of empower ment. New York: Routledge, 1991.

______. “Aprendendo com a outsider within: a significação sociológica do pensamento feminista negro”. Revista Sociedade e Estado, v. 31, n. 1, jan. /abr., 2016, p. 99-127.

DAVIS, Angela. Estarão as prisões obsoletas? Rio de Janeiro: Difel, 2018.

______. Mulheres, raça e classe.  São Paulo: Boitempo, 2018.

______. A democracia da abolição: pra além do império das prisões e da tortura. Rio de Janeiro: Difel, 2009.

______. A liberdade é uma luta constante. São Paulo: Boitempo, 2018.

______. Mulheres, cultura e política. São Paulo: Boitempo, 2017.

FOUCAULT, Michel. “Sujeito e poder”. In: DREYFUS, Hubert L. & RABINOW, Paul. Michel Foucault: Uma trajetória Filosófica. Tradução Vera Porto Carrero – Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1995, p.231-248.

GONZALEZ, Lélia. “Racismo e sexismo na cultura brasileira”. Revista Ciências Sociais Hoje, Anpocs, 1984, p. 223-44.

HOOKS, Bell. “Intelectuais negras”. Estudos Feministas, Rio de Janeiro, IFCS/UFRJE, PPPCIS/UERJ, v. 3, n. 2, 1995, p. 464-78

______. Rock my soul: Black People and Self-Steem. New York: Washington Square Press, 2003.

__________. All about love: new visions.  New York: Willian Morrow and Company, Inc, 2000.

__________. Ain’t I a woman: black women and feminism. London: Pluto Press, 1982.

__________. Black Looks: Race and representation. Cambridge, Ma: South End Press, 2000.

__________. Ensinando a transgredir: a educação como prática da Liberdade. São Paulo: Editora Martins Fontes, 2013.

_________. Talking Back: Thinking feminist, thinking black. Cambridge, Ma: South End Pres, 1989.

MAMA, Amina. Beyond the masks: race, gender and subjectivity. New York: Routledge, 1995.

MBEMBE, Achille. Crítica da Razão Negra. Lisboa: Antígona, 2014.

SPINOZA, Benedictus de. Ética: Belo Horizonte: Autêntica, 2013.

A quem se destina

Educadoras(es), professoras(es), pesquisadoras(es), ativistas e pessoas interessadas nas autoras e no tema.

Educadoras(es)

  • Mariléa de Almeida