TERÇAS-INSURGENTES: Marx Devorado

  • Alana Moraes
  • Jean Tible

O ano de 2018 marcou o bicentenário de Marx. Enquanto alguns ainda insistem em decretar o seu fim, outros o elegem como um inimigo perigosamente vivo. E se está vivo, e assim também o vemos, é porque Marx deixou-se contaminar pelas lutas e suas urgências.

Longe de preservar as cercas dogmáticas em torno de seu pensamento, Marx Devorado pretende honrar a inteligência própria daqueles que se deixam arrastar pela paixão das lutas – as de ontem, as hoje, as de sempre. Daquelxs que não perderam o apetite; daquelas que pulam as catracas.

Convocar as lutas contemporâneas, seus corpos e perguntas para interpelarmos juntos o filósofo cuja obra foi fazer da luta o risco do pesamento, dos programas e das suas certezas. Marx devorado é, enfim, o pensamento feito de outros. Marx indígena, preto, feminista, operário, camponês, cigano, palestino, trans. Selvagem.

“Só não há determinismo onde há mistério. Mas que temos nós com isso?”

Conteúdo programático

 

1ª Terça-insurgente – 04/06 – Marx e o comunismo Antropófago

Marx, Karl; Engels, Friedrich. Manifesto Comunista. São Paulo. Ed. Boitempo,[1848] 2005.

Andrade, Oswald. Manifesto antropófago.

KOPENAWA, Davi; ALBERT, Bruce. A queda do céu: palavras de um xamã yanomami. São Paulo: Companhia das Letras, 2015

 

2ª Terça-insurgente – 11/06 – Marx e a pesquisa-luta

MARX, Karl. O questionário de 1880. In: THIOLLENT, Michael. Crítica metodológica, investigação social e enquete operária. 3. ed. São Paulo: Polis, 1982. p. 249-256.

TIBLE, Jean. Marx Selvagem. São Paulo: Autonomia Literária, 2017

MALO, Marta. Nociones Comunes, parte 1: La encuesta y la coinvestigacion obreras, autoconciencia. In: Nociones Comunes. Experiencias y Ensayos entre Investigación y Militancía. 2004. Madrid: Traficantes de Sueños http://translate.eipcp.net/transversal/0406/malo/es

PRECIADO, Paul Beatriz. Ser ‘trans’ é cruzar uma fronteira política: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/04/09/cultura/1554804743_132497.html?fbclid=IwAR3tZmmxURt26Mix5nBfwiVdRkVvrMQejlhK0NwdPgdOim2hHGrUJyfnBwY ;

Comitato Operaio di Porto Marghera. Manifesto contra o trabalho. https://libcom.org/library/recusa-do-trabalho-comitato-operaio-di-porto-marghera

Operários-pesquisadores. Movimento operário e comissões de fábrica durante a década de 1970 em São Paulo
http://memoriasoperarias.blogspot.com/2016/10/lutas-operarias-e-comissoes-de-fabrica.html

Movimento Custo de vida/Luta ocntra a carestia. https://tutameia.jor.br/ato-contra-a-carestia-40/

 

3ª Terça-insurgente – 18/06 – Marx devorado e contra o Estado

MARX, Karl. A Guerra Civil na França. São Paulo: Boitempo Editorial, 2011

Clastres, Pierre. 2003. A sociedade contra o Estado. Tradução de Theo Santiago. São Paulo: Cosac Naify, [1974].

Davis, Angela; Dent, Gina. A prisão como fronteira: uma conversa sobre gênero, globalização e punição.
Rev. Estud. Fem. vol.11 no.2 Florianópolis July/Dec. 2003

NASCIMENTO, Maria Beatriz. O conceito de quilombo e a resistência negra. In: Revista Afrodiáspora Nos, 6-7, 1985, pp. 41-49.

Mães de Maio; https://fundodireitoshumanos.org.br/wp-content/uploads/2016/07/livro-maes-de-maio.pdf

 

4ª Terça-insurgente – 25/06 – Marx devorado e feiticeiro

MARX, KARL. O Capital: crítica da economia política. (Tradução: Reginaldo Sant‟Anna). RJ: Civilização Brasileira, 2008.

MARX, KARL. Os Despossuídos. São Paulo: Editora Boitempo, 2016, 152 pp.

Stengers; Pignarre: Creen ustedes en la brujería? (2018) http://surplusediciones.com/articulo/la-brujeria-capitalista

FEDERICI, Silvia. Calibã e a bruxa: mulheres, corpo e acumulação primitiva. São Paulo: Editora Elefante, 2017

A quem se destina

Militantes, ativistas, pesquisadoras, secundaristas, feministas, indígenas, trabalhadores do uber, artistas, criadores, cozinheiras, desempregados, todos os precários.

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